história
Grandes jogos

Itália x URSS: um finalista escolhido por moeda ao ar

2015/09/10 10:25
Texto por João Pedro Silveira
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A 5 de Junho de 1968, em Nápoles, na meia-final do III Campeonato da Europa, disputada entre italianos e soviéticos, o "nulo" prevalecia após os 90 minutos de jogo e os 30 minutos de tempo extra. Até então tal situação nunca tinha acontecido numa meia-final de um mundial ou europeu.

Em antigas edições do Campeonato do Mundo, já tinham sido disputados jogos de desempate para desempatar uma eliminatória que teimava em manter-se empatada, como aconteceu em 1934, entre a Itália e a Espanha. Nessa altura, dias depois da famosa "Batalha de Florença", espanhóis e italianos voltaram a enfrentar-se, desta feita com os transalpinos a levar a melhor e a seguir em frente para defrontar a Áustria.

Trinta anos depois, muita coisa tinha mudado no futebol, mas ainda não havia nem grandes penalidades ou «golos de ouro» para decidir um jogo que teimava em manter-se empatado.
 
Terminados os 120 minutos, o árbitro alemão Kurt Tschenscher conferenciou com os dois capitães de equipa: Giacinto Facchetti e Albert Shesternyov, e de acordo com os regulamentos da competição, ficou acordado não disputar um novo jogo de desempate e escolher o finalista através do lançamento de uma moeda ao ar.
 
A meia-final foi decidida por moeda ao ar lançada pelo árbitro alemão Kurt Tschenscher (na foto durante um jogo do México 70)
Perante 68,582 espetadores atónitos, os três abandonaram o centro do relvado e deslocaram-se para os balneários, onde efetuaram tão bizarra decisão desportiva, à porta fechada, longe de olhares intrusos...
 
O estádio estava suspenso na decisão e o silêncio era cortante, até que alguns minutos depois, o capitão italiano Giacinto Fachetti reentrou no relvado de braços abertos e punhos cerrados em sinal de celebração, para explosão de alegria dos tiffosi nas bancadas do majestoso relvado, a Itália estava na final!
 
Desolados com a situação, os dirigentes do futebol mundial resolveram terminar com os desempates por moeda ao ar. Em 1970 estreavam-se os desempates através do desempate por grandes penalidades. A 5 de Junho de 1968, em Nápoles, na meia-final do III Campeonato da Europa, disputada entre italianos e soviéticos, o nulo prevalecia após os 90 minutos de jogo e os 30 minutos de tempo extra.
 
O árbitro alemão Kurt Tschenscher conferenciou com os dois capitães de equipa: Giacinto Facchetti e Albert Schesternev, e de acordo com os regulamentos da competição, ficou acordado não disputar um novo jogo de desempate e escolher o finalista através do lançamento de moeda ao ar.
 
Perante 68,582 espetadores atónitos, os três abandonam o centro do relvado e deslocam-se para os balneários, onde efetuaram tão bizarra decisão desportiva, à porta fechada, longe de olhares intrusos...
 
O Estádio estava suspenso na decisão e o silêncio era cortante, até que alguns minutos depois o capitão italiano Giacinto Fachetti reentrou no relvado de braços abertos, para a explosão de alegria dos tiffosi nas bancadas do majestoso relvado, a Itália estava na final!
 
Desolados com a situação, os dirigentes do futebol mundial resolveram terminar com os desempates por moeda ao ar. Em 1970 estreavam-se os desempates através do desempate por grandes penalidades. 
A 5 de Junho de 1968, em Nápoles, na meia-final do III Campeonato da Europa, disputada entre italianos e soviéticos, o nulo prevalecia após os 90 minutos de jogo e os 30 minutos de tempo extra.
 
O árbitro alemão Kurt Tschenscher conferenciou com os dois capitães de equipa: Giacinto Facchetti e Albert Schesternev, e de acordo com os regulamentos da competição, ficou acordado não disputar um novo jogo de desempate e escolher o finalista através do lançamento de moeda ao ar.
 
Perante 68,582 espetadores atónitos, os três abandonam o centro do relvado e deslocam-se para os balneários, onde efetuaram tão bizarra decisão desportiva, à porta fechada, longe de olhares intrusos...
 
O Estádio estava suspenso na decisão e o silêncio era cortante, até que alguns minutos depois o capitão italiano Giacinto Fachetti reentrou no relvado de braços abertos, para a explosão de alegria dos tiffosi nas bancadas do majestoso relvado, a Itália estava na final!
 
Desolados com a situação, os dirigentes do futebol mundial resolveram terminar com os desempates por moeda ao ar. Em 1970 estreavam-se os desempates através do desempate por grandes penalidades. 
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